… que voz é essa, minha filha?
Brincadeiras à parte, gostaria de estrear algo musical, falando de uma intérprete que se faz a música em corpo e alma. Trata-se de Maria do Céu, ou simplesmente Céu, a merecedora de minhas loas.
Procurem ouvir seu álbum auto-entitulado, pois é majestoso. Excelente mistura de influências num caldeirão, complementado por uma dose generosa de swing e estilo.
A vinheta já dá uma prévia: ritmo africano, com pianinho brincante e scratches, show!
Daí pra frente, só beleza! De “Lenda”, downtempo com cara de Jill Scott, ao delicioso e criativo “Samba na Sola” (back vocal lembra Jovelina…), passando por uma leitura espetacular de “Concrete Jungle” (Bob Marley, salve!), a voz da jovem musa passeia com tamanha suavidade e vigor, que até chega a ser contrastante, e isso traz mais graça à audição…
Se gostarem de um bom ecletismo, encontra-lo-ão neste álbum, sem dúvida! Partido alto, samba-canção, lounge, R&B, beats africanos, jazz, reggae, tudo no caldeirão maciço da MPB.
Vale muito a pena ouvir.