Estive ouvindo uma colega de trabalho falando sobre um bypass de redes feito em uma situação, referindo-se a isso como “gambiarra elegante”.
Levando-se em conta que, dentro de minha visão, ela é uma profissional um tanto quanto “alternativa”, pus-me a raciocinar o seguinte:
(Visto que este assunto já havia sido levantado antes)
- Segundo definição, um “hack” nada mais é do que uma solução elegante para um problema proposto.
- Sendo assim, uma “gambiarra elegante” como a dela (diga-se de passagem, muito elegante para minha compreensão (não sou exímio em redes. NAT? Tira do leite pra mim, por favor…)) deve ser considerada um “hack”.
- Logo: PORQUE AS PESSOAS QUE SÃO HACKERS NÃO SE ASSUMEM COMO TAL, AO INVÉS DE TRATAR O TERMO COM SUBESTIMAÇÃO? (Okay, desculpe pelo grito, eu não me contive…)
Ora, em tempos anteriores, ao discutir isso durante o almoço, a impressão que dava era a de que hackers são obcecados, os hacks são tidos como exagero, e a dedicação à cultura algo demasiado. Como se ao meu redor não houvesse uma dezena deles (especialistas em Unix, redes, softwares de integração, programação…).
O que percebo é que o termo hacker é usado de forma a diferenciar o profissional de um pseudo-maníaco, embora, na realidade, grande parte dos bons profissionais ali está por causa de suas perícias como hacker. Não são realidades distintas, nem se resumem apenas às grandes corporações ou centros de ensino.
Nós, como projetistas de uma nova era tecnológica, deveríamos deixar de ver os hackers nos outros e passarmos a sê-los. E usar nossa capacidade para alavancar ainda mais a tecnologia, seja pelo bem de uma corporação ou da comunidade (e, de preferência, os dois (precisamos de um sustento afinal, e este pode colaborar com outros no fim)).
Entendo, pela filosofia, o que difere o profissional do hacker é justamente o esmero em auxiliar a comunidade. Mas caso você seja um hacker assumido e discorde de minha opinião, só mais uma coisa: não trabalhamos só para nós, e uma empresa, e seus clientes, também são comunidade.