Finalmente! A edição brasileira da revista PC World, da IDG (já famosa dentre os militantes de software livre pela quantidade de FUD relativos ao Linux publicados no portal IDG Now!), publicou uma matéria de capa sobre o crescimento do Linux e as reviravoltas que o permitiram tornar-se em um real oponente à até então hegemonia da Microsoft no mercado. E, pasmem: uma matéria crítica e que não sôa pejorativa, como já houve em diversas outras ocasiões.
A matéria “Pingüim bom de briga”, de Luís Fernando Tinoco (que pode ser conferida parcialmente aqui), procurou mostrar as coisas como são, e não como algumas empresas querem que seja, e já não era sem tempo. Coloca de forma realista a posição do Linux no mercado, como um austero candidato à “herança natural” do Unix no mercado de servidores, crescendo absurdos 20% em sua participação no mercado no último ano, e também como uma realidade ainda distante como preferência para os desktops pessoais e corporativos, mas encarando a aurora de um dia que parece ser promissor. Demonstra casos bem sucedidos de migração, ponderando dosadamente os riscos e benefícios, dando mérito à performance, portabilidade, e à amigabilidade crescente das aplicações.
Para brindar, conta com uma análise de distribuições para ambientes de desktop e para servidores, mantendo a imparcialidade e criticando de forma justa as distribuições. Ok, suspeito para falar, afinal o Slackware foi considerado mais estável entre as distros “server-based”… Mas, como bom fuçador e testador, pude analisar quase todas as distros apresentadas (exceto Fedora), e realmente posso dizer que a análise foi bastante fiel com todas elas. E para terminar, ainda comenta-se algumas aplicações, como o Gimp, Gaim, Firefox e Evolution.
Bem, sou dos primeiros a falar mal da PC World com relação ao tratamento habitual ao SL/CA e Linux, mas tenho de aplaudir a IDG pelo bom trabalho que foi feito nesta matéria.
PS: Só uma errata, que faço questão de enviar à redação: pode-se sim colocar uma foto pessoal no Gaim, embora, confesso, seja mais difícil de fazê-lo do que no M*senger. Faltou fuçar um pouco, mas vou relevar…