Update: {
Dando os devidos créditos ao Sr. Mário Felipe Rinaldi pela terminologia “Síndrome do ‘Eu sou F*’”.
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A estas horas, tratar assuntos como este é algo, no mínimo, comprometedor à estabilidade física do escrevente (ainda mais agora, tendo a ilustre visita da Liu). Mas vale o risco pela linha de raciocínio…
Dias atrás (não era o *Dias*, para os engraçadinhos de plantão), conversava com o Sr. Rinaldi, que acabara por passar por mais uma das atribulações de lidar com as mulheres. Após algumas biritas (leia-se shake de proteína batido no suco de laranja) e prosas, me vi envolto pela conclusão (talvez precipitada, talvez tardia) de que as mulheres modernas podem ser subdivididas em dois espécimes:
- As que se conformam com o machismo pré-imposto pela sociedade;
- As que não se conformam nem que o Winston Churchill dissertasse por 72 horas sobre o assunto;
O grande problema nisto tudo é o desequilíbrio: o primeiro time, de comportamento em geral mais submisso e reservado (não deixando de ter pulso por isso), é o típico esteriótipo da femininidade (de acordo com os padrões machistas, bem dito), ao passo que também pode possuir um comportamento “não me toques” (caracterizado pela idéia fixa de que homens são apressados ou que estão “forçando a barra”, qualquer que seja a extremidade comportamental (romântico ou turrão, sempre nestes extremos)), digno de pesadelos mútuos por muitos e muitos dias.
O segundo tipo, contudo, busca a tão bem-quista liberdade de expressão e igualdade (não que não sejamos todos iguais, mas parece que o estigma machista ainda é o calcanhar-de-aquiles do pensamento feminino), quase como um ideal comunista. Estas não aceitam tripudiação de homem algum, são altivas, enérgicas, obstinadas pelo sucesso e a independência, ávidas pela integração social… nossa! O típico exemplo de ser vivo que um homem bem-sucedido e mente aberta gostaria para companhia eterna.
Entretanto, este comportamento por demais vívido acaba gerando, em algumas espécies, algo que pode ser definido como “a síndrome do ‘eu sou f*’” (leia a regex como preferir…). A “coisa” de ser igualitária é tanta, que às vezes acaba gerando um feminismo forçado, levando ao ditadorismo, orgulho e uma pitadinha de desdém proposital (só de birra para dizer, subliminarmente: “quem manda sou eu, obedeça se tiver juízo!”), que levam um homem de boa vontade à dependência de Aspirina e à migração incessante pelos consultórios de psicologia…
O que mais me impressiona, como um convivente com pessoas que sofrem da síndrome, é que estes mesmos símbolos de poder e onipotência costumam sofrer de carências e traumas psicológicos inatos (talvez fator motivacional para adotarem tal complexo de inferioridade). De fato, parecem mais dependentes do que um urso de pelúcia às vezes… Talvez sejam elas mais desejosas de atenção e disponibilidade do que as “Amélias” da vida, possivelmente também pela vida atribulada a que se destinam.
Sinceramente, não sei qual destes tipos é pior para se conviver. O certo é que é melhor viver em prol de suas companhias do que o celibato. Machismo? Não é impossível, “homem é tudo igual mesmo”, não é isto? Mas é inegável que, exceto pelos que optam pelo homossexualismo, a dependência homem-mulher é mútua.
Nota: Não sou psicólogo, sexólogo, *logo, apenas um doidivana tentando entender um universo além de sua própria compreensão. E este artigo possui apenas embasamento em opiniões e experiências pessoais, podendo ser fortemente refutado por qualquer ser pensante que discorde do apresentado.
PS: Impressões finais: Ora, parece que a mulher perfeita só existe para o próximo. E as vezes a imperfeição chega a níveis homéricos, o que possibilita a total estafa. Pensando bem, melhor concordar com Franz Kafka e virar celibatário em favor de uma arte maior, que ganho é mais!
[insert raios múltiplos! Não é o desejo, mas parece não sobrar muita escolha por estas horas…]