Archive for the 'Percolate' Category
Paradoxos do tempo

“Eu pensei que isto nunca mais fosse ocorrer. Pensei que nunca mais iria parar.”

“Eu vejo o futuro refletir o passado (…) O tempo não pára.”
O tempo não pode parar nas pessoas, mas as pessoas podem parar no tempo.

Já me disseram mais de uma vez que só sei viver de passado. Já cansei de me dizer que sou muito futurista. E o presente?

Só posso viver de passado e futuro. O que pensei em escrever agora já ficou para trás enquanto escrevo (escrevia) isto. O que planejava escrever no futuro é o que faço agora.

O tempo é senhor de tudo. Menos do relógio. Este escraviza o tempo a cada segundo.

E tenho que dar tempo ao tempo. Como darei algo a ele mesmo?

Talvez seja a engrenagem que falta. Temos que aprender a doar-nos a nós mesmos.

Só peço a Deus duas coisas

1. Não precisar voltar aqui até ter um veículo próprio (ou pelo menos grana para táxis)

2. Não ouvir nunca mais (ou ao menos por tempo suficiente até que eu tenha férias) a voz daquele cara “alí” *aponta um cara parecido com o Boça dois corredores à frente*

Ownar é…

PQP³³³³³³³

Saudades, e por algum motivo válido ela não se lembra de entrar aqui pra comentar nada.

T_T

Breaking news: direto da ilha

O que há de bom em estar ilhado num lugar, sem telefone, sem celular, sem e-mail, e fazendo one-banana job?

Penso ao menos em atualizar o blog. ^_-

Eis que se torna útil…

… lembrar de seu blog empoeirado e tentar transformá-lo em tábua de discussões.

 (Alguém me ajude, eu tô ilhado! soz)

 Ô Crídes, fala pra mãe… digo, Mário, se você vir isto, fala pra Naná que tô no santa, sem e-mail e que perdi o celular, como prêmio.. u.u

E que comunicações via comentários serão bem vindos.

Pra completar, vontade de tomar sorvete. Aqui só vende Häggen-Dasz a R$6,00 e não aceita visa vale, tendo eu 26 no bolso. Resultado: mais vale um gosto do que dinheiro no bolso.

(Agora, vai a pé para casa, desgraçado ¬¬)

Conheces o estatuto? Não?

É, eu estou, “tuto”…. ¬¬

// não entendo o apreço das pessoas, estando ele em um formato tão restritivo…

// a cada vez que olho para este texto vejo mais erros de linguagem

//(não, eu aboli as tremas mesmo… T_T)

A vida de Naty

Regarding my beloved one… :D
http://natymauricio.zip.net

Blog florido e um pouco empoeirado… mas de bom gosto literário.

Confesso que gostava do tema incendiário… :P

Sliced Time

Really, and just now I figured it out

It’s been a month and week since I found

The one who could even make me proud

And give me more than my expectations

Pleasing, and even more it sounds to stay

And every time she grows up her grace

A single cloud should show me her face

With soft hands she turns me for a destination

Wait, but how couldn’t I see that before?

May her jailed me in a shore?
Or (maybe could be that) sent me somewhere above?

In fact, she only gave me the choices

And made my time into slices

Suppressing it through her love

Zel: E falando em ser quem é…

http://www.zel.com.br/archives/2007/01/e_falando_em_se.html

Engraçado que conheci a Zel por causa da Liu, que veio pelo Mário… e continuo lendo-a até hoje (GReader sempre!).

Texto bacana que sintetiza bem a minha opinião quanto à estética. Assuma-se que eu não contrario a quem quer estar “enxutérrima”, por questões profissionais… ;) Mas acredito que há uma grande diferença entre “sentir-se bem e ter plena saúde” e “estar em forma, e por consequência disto se sentir bem”.

Para Viver Um Grande Amor (Vinicius de Moraes)

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois
ser de muitas, poxa! é de colher… — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e
ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo
uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma
espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o “velho
amigo”, que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande
amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja
apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o
grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de
que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois
quem trai seu amor por
vaidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível
liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é
preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar
sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também,
amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito
mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do
que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a
esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor…

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas,
molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de
melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica
e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto
e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É
preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a
mente, pois qualquer “baixo” seu, a amada sente — e esfria um pouco o
amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem
covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e
ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva obscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

Texto extraído do livro “Para Viver Um Grande Amor”, José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.

Colocando a casa em ordem

Bom, subtítulo à parte, já há alguns meses que deixei encostado meu K6-II para dar lugar a um ThinkCentre A51. De lá pra cá, tentei rodar SuSE, mas como a curva de aprendizado da estrutura estava meio brava, decidi voltar para o meu amado Slackware.

De lá pra cá, mesmo após um bocado de atualizações (chegando na v11 em que estou) e algumas batidas de cabeça, ainda estava difícil colocar alguns dispositivos e aplicativos pra funcionar (pra ser sincero, nunca consegui ter tudo 100% funcionando…). Mas hoje foi um dia e tanto!

Pra começar que já havia um mês em que tentava compilar um kernel 2.6.18 novinho em folha, e estava sempre com probleminhas chatos, do tipo “VFS: cannot mount root fs on unknown device (3, 3)”. Então, decidi gastar umas horas estudando todos os santos parâmetros do menuconfig, e também pegando o manual de hardware do PC pra saber direitinho quais os dispositivos e controladoras da placa-mãe, além da ajuda do São Google, protetor dos buscadores. E, após horas de recompilações, leitura técnica e descobrir que a controladora só funciona se eu sobreescrever a libata padrão do kernel 2.6 porque a IDE do A51 usa PATA (modelos anteriores de SATA, desconhecia)… voilà!!! Cá estou eu de kernel novo e customizado.

E de brinde, ainda me rendeu que meu vídeo integrado (Intel Graphics 915G) passou a funcionar bonitinho, e meu ePSXe finalmente está se comportando como um Playstation digno de respeito (sinto como se estivesse com meu finado PSOne).

Ainda antes do kernel, consegui algo que tentava nem sei quanto tempo: colocar o headset pra falar. O microfone não funcionava e, por acaso, acabei descobrindo que o kmix (que serve de front-end do alsamixer no KDE) me permitia configurar um segundo canal de microfone, e ao mudar para o mic2, a captura de som rolou sem falhas. Dois canais: o A51 possui entradas frontais e traseiras para falantes e microfones, sendo a frontal o segundo canal, e por padrão, o mic responde ao primeiro canal. O PC é bom, mas não por nada, é frescurento…

Depois disso, tudo são lírios de espuma! O DHCP está roteando meu modem DSL no boot (com suporte no kernel), o JFS provavelmente precise de um fsck, mas sem problemas… suporte a FUSE e escrita no NTFS, APCI no ar… finalmente sinto que minha casa está arrumada. (^_^)

Agora, só está faltando compilar o XWine, uns apps de produção musical (como o Audacity, a JACK-lib, o Rosegarden e o Hydrogen, fora o DJPlay para brincar), o GAIM 2.0-rc4, e acho que posso descansar da mania de perfeição jogando MMORPG…

PS: Como kernel é uma coisa muito pessoal, é possível que este arquivo não sirva para todos, mas para placas Intel-based deve funcionar, com algumas modificações. No mais, vai ajudar quem também possui um ThinkCentre A51 (modelo 8131KBP, este aqui), exceto pelo filesystem (JFS rules!).

Bom, todavia, pode-se pegar o arquivo de configuração aqui. Espero que sirva!