Archive for the 'Subculture' Category
QOTD

“A necessidade de difamar e de criar imagens exagerando supostos ‘defeitos’ psicológicos naum passa da necessidade de auto-afirmaçao. Falar mal dos outros com a finalidade de se sentir superior ou de fazer a cabeça de outras pessoas e o consolo dos invejosos, ciumentos, recalcados e daqueles com complexo de inferioridade.  Tambem uma caracteristica tipica de quem naum consegue seguir em frente se naum for amado, adorado e perdoado por tudo que fez de errado na vida, por todos os erros que cometeu - exigem uma chance nova sempre, sem esforço, sem contar quantas vezes as chances já foram dadas… E choram e esperneiam se naum sao tratados como seus egos inflados dizem que deveriam.”

- Melody et http://www.vibeflog.com/melody/p/1475255

DST

Daylight Time Savings, para os desavisados… :P
É impressão minha ou o nosso horário está marcado sem o ajuste do DST? Respostas no próximo bloco…

.hack//A lenda do bracelete do crepúsculo

Bastante interessante, para um pobre geek, este título. Não, não o título do post, e sim esta obra fictícia em forma de mangá.

Estive esperando já a algum tempo a chegada de .hack no Brasil, até para conferir direitinho do que se tratava (sim, aquela questão de defender uma ética hacker…). Como nem paciência nem grana tive para adquirir o original em japonês, aguardei por cerca de dois anos até este lançamento da Editora JBC.

Aliás, outro fator crucial pelo qual eu não fui atrás do shônen antes é meu pé atrás com a Clamp. Sabe, estas personagenzinhas SD de aspecto infantil envolvidas em estórias sci-fi mirabolantes (vide Akira Toriyama) até para os irmãos Wachowski (vide V for Vendetta, The Matrix) nunca foram meu escopo…

Entretanto, como eu esperava, esta empreitada é *bem* mais interessante que outras coisas que já vi do Clamp (bom, salvo X e Tokyo Babylon… e, vejam, é a minha opinião). Lógico, ainda mantém o perfilzinho pré-adolescente, mas é bem mais envolvente.

Ok, assumo, talvez isto ocorra pelo fato de eu ser techie e ficar viajando na maionese nas questões técnicas que envolveriam a trama. Mas vale a pena, até por usar uma temática bem mais próxima de uma realidade (virtual) de diversos geeks viciadinhos em MMORPG (Massive Multiplayer Online Role Playing Game, para os íntimos). Bom, mas ainda mirabolante, como toda produção do Clamp…

Uma breve sinopse: Shugo e Rena são irmãos gêmeos de 14 anos de idade. Rena atualmente está jogando um MMORPG super famoso, um tal de The World, que utiliza como tecnologia um FMD (Face-Mounted Display, tipo aquele joguinho de guerra dos arcades (esqueci o nome, mal…), que você coloca o capacete na cabeça e sai atirando na galera… só que este é levinho como um 3D-glass), e decide apresentar o jogo para o irmão.

Shugo, “maduro demais para jogos”, desaprova a idéia a princípio (coisa pra nerds e tudo), mas decide testar, visto que Rena foi sorteada com uns avatares limitados, atribuídos como sendo os dos lendários .hackers (sugestivo, não?), que são tidos como os únicos jogadores a desvendarem o “Último mistério” (seja lá o que isso for…). No fim, o cara começa a gostar da idéia, e começa a jogar com a “mana” (motivos para as aspas no noticiário das 11). Daí, numa destas de proteger Rena de um Golem, Shugo morre… mas é estranhamente revivido por uma garota de olhão esbugalhado e vestido branco, chamada Aura, que além de revivê-lo, entrega um bracelete deveras misterioso, além de dar uma bitoca na boca do rapaz (que fala mal de nerd, mas cujo este é o primeiro beijo da vida dele, e ainda por cima é virtual). Daí pra frente, o cara se empolga e decide encarar a aventura, e motivos não faltam… Agora ele quer reencontrar a Aura, que de quebra diz a ele que será aquele a reviver a lenda dos .hackers, entender o que isto por acaso significa, e também dar uma sova de leve no paladino que está segurando a irmã dele no colo quando ele volta à vida, um tal de Balmung…

E assim, a estória come solta, rumo a descobertas surpreendentes dentro deste mundo virtual que possui muito mais que bytes e artworks… (rola trama política, oba!) E dá até pra pirar nas idéias técnicas e tentar prever o futuro da trama, caso habilite-se. E o legal: sem colocar aqueles estigmas preconceituosos de que hackers são a escória (visto na figura dos .hackers, que são tidos como os mestres do The World (mas como uma ameaça também… tanto virtual, como tecnológica, ou política, como toda elite…)).

Neste momento, a edição em banca é a #3, mas creio que ainda dê pra achar as duas edições anteriores em algumas bancas. No mais, nada que uma passadinha na Comix não resolva…

Arte de Rei Idumi e roteiro de Tatsuya Kamazaki, para não esquecer a citação autoral.

Sobre cafés e afins

Antes que alguém me pergunte o porquê de Coffeebreak estar sob Computers e ter tanta biodiversidade.

A tag Coffeebreak é aquela típica daquelas conversas da hora do café, aquele do meio da manhã ou depois do almoço. Por isso de ser tão off-topic.

Mas veja: café e computadores vivem em plena harmonia!

Café e off-topic: combina;

Café e computadores: combina (especialmente a essas horas…);

computadores e off-topic: combina;

Logo, não há o que discutir. E mesmo que houvesse: o blog é meu… :-P

Se isso não é hackerismo…

Estive ouvindo uma colega de trabalho falando sobre um bypass de redes feito em uma situação, referindo-se a isso como “gambiarra elegante”.

Levando-se em conta que, dentro de minha visão, ela é uma profissional um tanto quanto “alternativa”, pus-me a raciocinar o seguinte:

(Visto que este assunto já havia sido levantado antes)

- Segundo definição, um “hack” nada mais é do que uma solução elegante para um problema proposto.

- Sendo assim, uma “gambiarra elegante” como a dela (diga-se de passagem, muito elegante para minha compreensão (não sou exímio em redes. NAT? Tira do leite pra mim, por favor…)) deve ser considerada um “hack”.

- Logo: PORQUE AS PESSOAS QUE SÃO HACKERS NÃO SE ASSUMEM COMO TAL, AO INVÉS DE TRATAR O TERMO COM SUBESTIMAÇÃO? (Okay, desculpe pelo grito, eu não me contive…)

Ora, em tempos anteriores, ao discutir isso durante o almoço, a impressão que dava era a de que hackers são obcecados, os hacks são tidos como exagero, e a dedicação à cultura algo demasiado. Como se ao meu redor não houvesse uma dezena deles (especialistas em Unix, redes, softwares de integração, programação…).

O que percebo é que o termo hacker é usado de forma a diferenciar o profissional de um pseudo-maníaco, embora, na realidade, grande parte dos bons profissionais ali está por causa de suas perícias como hacker. Não são realidades distintas, nem se resumem apenas às grandes corporações ou centros de ensino.

Nós, como projetistas de uma nova era tecnológica, deveríamos deixar de ver os hackers nos outros e passarmos a sê-los. E usar nossa capacidade para alavancar ainda mais a tecnologia, seja pelo bem de uma corporação ou da comunidade (e, de preferência, os dois (precisamos de um sustento afinal, e este pode colaborar com outros no fim)).

Entendo, pela filosofia, o que difere o profissional do hacker é justamente o esmero em auxiliar a comunidade. Mas caso você seja um hacker assumido e discorde de minha opinião, só mais uma coisa: não trabalhamos só para nós, e uma empresa, e seus clientes, também são comunidade.