Cartas extraviadas I
August 2nd, 2006
Cada dia que vivo, vejo o quão sou impulsivo, mesquinho, inconstante…
Cada ato que faço, nem aos pés chego da real representação.
Cada coisa que penso, sequer chega a seus ouvidos.
E nem mesmo saem de minha boca vazia…
Vejo que teclas e instruções são meios de expressão vitais.
Quando sei que consigo tudo aqui, que não consigo aí.
E, embora esteja sendo demasiado idiota.
Escrevo em dedicatória coisas que não lerás.
A quem os nomes se confundem, daquele que confunde a si mesmo.
Que perdure a felicidade contida, ao passo que há a mentira consoladora.