Archive for August, 2006
Entre facas e band-aids

Assim me encontro hoje. Nem sei bem ao certo como agir numa situação dessa. Ser frio ou ser brando? Ficar tranquilo ou inquieto? Sei lá…

Daqui a algumas horas, talvez eu escreva algo novo a respeito. Não compreendo certas atitudes femininas. Aliás, finalmente encontrei alguém tão desafiadora ao ponto de não poder ser compreendida por mim. Mas este tipo de brincadeira não é muito amistosa, confesso.

Que fazer? Primeiro me vem com palavras afetuosas, parece gostar do meu amor… e depois? Enfia a faca e diz que não quer me ver, e que quer se afastar de mim. Aí, outra remessa de band-aid para me aliviar. Mas qual será a próxima?

Nem posso dizer… Quem sou eu para prever algo? E, afinal, ninguém mandou ficar apaixonado por uma louca? (Sem ofensas, sabe que todos nós somos mesmo…)

Que, todavia, me faz muito bem, e obrigado.

Cartas extraviadas I

Cada dia que vivo, vejo o quão sou impulsivo, mesquinho, inconstante…

Cada ato que faço, nem aos pés chego da real representação.

Cada coisa que penso, sequer chega a seus ouvidos.

E nem mesmo saem de minha boca vazia…

Vejo que teclas e instruções são meios de expressão vitais.

Quando sei que consigo tudo aqui, que não consigo aí.

E, embora esteja sendo demasiado idiota.

Escrevo em dedicatória coisas que não lerás.

A quem os nomes se confundem, daquele que confunde a si mesmo.

Que perdure a felicidade contida, ao passo que há a mentira consoladora.